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segunda-feira, 17 de junho de 2013

#VemPraRua

Confesso que sempre evitei me expor demais em redes sociais, mas não posso deixar de soltar este grito de felicidade e ansiedade que instaurou-se em mim hoje. Confesso que eu não acreditava mais no Brasil, um país que nunca ouviu seu povo, um país onde Collor vive tranquilo, onde Maluf (um procurado pela polícia internacional) anda sem preocupações pelas ruas e ocupa um cargo no governo, onde uma pessoa cheia de preconceitos comanda a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, um país que se diz laico e é infinitamente influenciado e regido por várias religiões, um país de obras superfaturadas onde os políticos roubam descaradamente e as pessoas não fazem nada... E o que eu via eram alguns grupos se movimentando para tomar atitudes que, no final, de nada adiantavam, pois o governo está pouco se importando para a voz dos brasileiros. Não acreditava no Brasil, por vivermos em um país onde cada um só pensa em si próprio. Quando os movimentos começaram nas ruas, cheguei a comentar com um amigo: "isso tudo não vai virar nada! Os governantes não se importam se o povo está na rua, porque isso não os atinge!" e agora dou uma de Arnaldo Jabor, dizendo que eu estava errado.

A força do movimento unificado em todo o nosso país me encheu os olhos e me provou que o brasileiro tem muita voz sim, e está se fazendo ser ouvido. Não são 20 centavos, são princípios. Como disse hoje a este mesmo amigo, pela primeira vez em meus 20 e tantos anos, eu estou vendo a mídia recuar em algumas coberturas sensacionalistas e manipuladoras, estou vendo policiais se contestando, e o governo começando a temer o povo. E isso tudo é lindo. É a verdadeira democracia (do grego, "demo" é "povo" e "cracia", "governo", ou seja, governo do povo). Estou feliz em poder fazer parte deste capítulo importante da história de nosso país. E por isso vou às ruas também no ato dia 20, aqui em Ribeirão Preto! E se você não pode sair para apoiar o movimento, compartilhe imagens, discuta com os amigos, fale sobre! As mídias sociais são ferramentas imprescindíveis para o sucesso das manifestações. É por meio delas que conseguiremos avisar a todos os brasileiros e ao resto do mundo que o nosso gigante finalmente despertou!


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Crítica: 'Os Miseráveis'

Se você não gosta de musicais, talvez “Os Miseráveis” não lhe agrade logo de cara, mas basta a acompanhar a trama e as atuações para saber que valeu a pena o dinheiro gasto no ingresso.

Na história adaptada de um musical da Broadway, que por sua vez foi inspirado na clássica obra do escritor Victor Hugo, o pano de fundo é a Revolução Francesa do século XIX. Jean Valjean (Hugh Jackman) rouba um pão para alimentar a irmã mais nova e acaba sendo preso por isso. Solto tempos depois, ele quebra a condicional e é perseguido pelo inspetor Javert (Russell Crowe), mas tentará recomeçar sua vida e se redimir. É quando ele encontra Fantine (Anne Hathaway), que está muito doente e preocupada com sua filha, Cosette (mais tarde, interpretada por Amanda Seyfried). E o desenvolver vocês ficam sabendo quando assistirem, não quero estragar nenhuma surpresa!

Além das belas canções, as atuações são, definitivamente, o forte do filme. O oscarizado diretor Tom Hooper (de “O Discurso do Rei") consegue arrancar lágrimas, suor e os tons mais altos de seus atores através de longos planos durante várias canções.

Jackman está fantástico, em uma atuação simplesmente completa. Crowe é o malvado em sua caçada implacável, e se sai muito bem no papel também. Eddie Redmayne (que interpreta Marius), Samantha Barks (que faz Eponine) e Seyfried não têm muito tempo de tela (elas, menos ainda) e dão uma atuação satisfatória, com Banks se sobressaindo em relação aos outros dois. O alívio cômico fica por parte do impagável casal de trambiqueiros que Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen (ele mesmo, o Borat) dão vida. Muito bons também. Mas os aplausos em pé vão para a belíssima e super talentosa Anne Hathaway, que também não passa tanto tempo em cena, mas consegue arrancar lágrimas com sua personagem. Ela está simplesmente fantástica, digna de premiações.

O roteiro acaba deixando algumas dúvidas, principalmente durante as duas passagens de tempo presentes, mas nada que atrapalhe muito a trama principal, que gira em torno do personagem de Jackman. Um dos fatores que me fazem gostar muito de musicais são as apresentações de personagens. De certa forma, este estilo consegue introduzir e, muitas vezes, explicar a complexidade de cada personagem durante o que chamo de "música de apresentação". É aquela canção solo, na qual cada ator explica as frustrações, angústias e anseios de seu personagem. "Os Miseráveis" contém várias ótimas "músicas de apresentação".

Hooper entrega um belo filme visualmente falando, também. Os figurinos de época de Paco Delgado estão impecáveis e a fotografia de Danny Cohen conversa com a trama naturalmente.

Um ótimo filme, que provavelmente será injustiçado no Oscar, devido aos grandiosos concorrentes, mas que deve ter lá seu pequeno reconhecimento na atuação de Hathaway. E vale à pena.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Relembrando games antigos no novo longa da Disney

Navegando pela internet, encontrei este trailer do novo filme da Disney e fiquei maravilhado. Não pelo roteiro, que parece cair no clichê do rapaz em busca de autoconhecimento, mas pelas referências. Veremos personagens famosos de nossos games preferidos atuando em um filme! Ao ver o Bowser, Zangief, Bison e, em outro trailer da produção, o Sonic, fiquei de queixo caído! Talvez o filme me faça relembrar a infância durante pouco mais de uma hora de duração. Talvez! Isso porque provavelmente estes personagens famosos saíram caro. Os direitos autorais pagos a cada marca detentora dos conjuntos de pixels devem ter encarecido o filme e feito com que o grande público de games possa deleitar por pouco tempo das aparições.
A questão é que "Detona Ralph" parece ser um filme que atrairá mais pelas referências do que por si próprio. Vamos conferir quando estrear. Aliás, Disney, cadê o dedo da Pixar?

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Crítica: 'Imortais'

Já começo dizendo que tenho grande admiração pela mitologia grega, e ao ouvir alguns nomes de deuses antigos, um sorriso me vem ao canto da boca, mas infelizmente é uma das poucas emoções que tive ao assistir a este “Imortais” do diretor indiano Tarsem Singh.

Na trama, o ganancioso rei Hipérion (Mickey Rourke) declara guerra à humanidade, e para isso quer libertar os Titãs, únicos seres divinos capazes de derrotar Zeus (Luke Evans) e os demais deuses do Monte Olimpo. Teseu (Henry Cavill) é o único mortal que poderá deter o rei, junto à jovem sacerdotisa que tem visões de acontecimentos futuros (Freida Pinto).

A trama é batida, previsível, cheia de falhas e peca imensamente ao destruir algumas das melhores histórias da mitologia grega (Teseu é o famoso herói que derrota o Minotauro em um labirinto, mas nesta reinvenção, a criatura está longe de ser o monstro narrado por gerações). Os deuses poderiam terminar com a história toda a qualquer momento, mas não o fazem, e não há esclarecimento algum de tal motivação no roteiro. Os personagens não têm tanta profundidade e muitos entram e saem da trama sem propósito ou explicação. Podemos salvar Teseu e Zeus, que chegam a mostrar seus lados “humanos”. O herói, apesar de ser descrito como homem sem medo, demonstra sua fraqueza em alguns momentos (às vezes cruciais). O deus dos deuses também exibe seus temores e receios em algumas cenas, mostrando um pouco de profundidade. Ponto para o futuro Superman, Cavill, que conquista o espectador, e para Evans, que também consegue mostrar boa atuação. Há ainda um Mickey Rourke bem a vontade no papel de Hipérion.

Visualmente, não há como não achar belos quadros no filme. O diretor parece ter pintado algumas cenas, revelando vários (muitos mesmo) planos abertos de paisagens durante toda a projeção, na tentativa de dar proporções épicas e de grandiosidade à película. Tarsem também abusa dos planos-sequência. No entanto, a fotografia de Brendan Galvin cai na mesmice do filtro amarelado, que parece ter se tornado obrigatório neste tipo de filme, desde a realização de “300”. Algumas cores foram bem aproveitadas para distinguir personagens (dourado para deuses, preto para o exército do rei, prateado e azul para o exército grego).

Os clichês presentes são próprios de filmes de guerra: o discurso antes da batalha e os takes em câmera lenta durante a luta (embora deva destacar o uso deste último recurso durante o combate entre os deuses, que ficou diferente e deu uma justificativa do por que estes são chamados assim). No entanto, um ponto a favor de Tarsem Singh são os enquadramentos, muito bem utilizados para demonstrar superioridade e inferioridade dos personagens, mudando o ângulo conforme a cena e o ator presente.

O figurino dos mortais cai na mesmice dos filmes do gênero. Até aí tudo bem, mas os extravagantes e desnecessários adornos nas cabeças dos deuses não ficam bons na telona. Aliás, o espectador desinformado nem saberá que cada deus grego tem uma “especialidade”, pois o assunto sequer é tocado (Zeus é o deus do trovão, Posseidon dos mares, Atena da sabedoria...).

Para terminar, devo dizer que assisti ao filme em 3D, um investimento perdido. Obviamente que a produção acabou sendo convertida (e muito mal) para esta tecnologia depois de terminada, provavelmente por imposição do estúdio que queria soltar a película assim, pois nota-se que o diretor não fez (ou não soube fazer) o filme voltado ao 3D. A presença massiva de desfoco de segundo plano tira toda a sensação de profundidade que é, simplesmente, o essencial para a tal “terceira dimensão” funcionar.

No mais, “Imortais” é um filme que diverte visualmente e aos fãs de pancadaria, devido a suas cenas brutais de violência explícita, mas que deve muito em profundidade e concisão de história.


P.S.: a participação especial de John Hurt dá um toque especial à produção. São do ator as melhores falas.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Crítica: 'Pânico 4'

Não espere uma revolução nos filmes de suspense/terror por parte de “Pânico 4”, pois não é isso que você vai encontrar. O diretor Was Craven apenas trouxe sua estrutura narrativa costumeira para os dias atuais, atualizando-a.

Em “Pânico 4”, Sidney Prescott (Neve Campbell) agora é autora de um livro de auto-ajuda, e retorna para Woodsboro na última parada de sua turnê para promover o lançamento. Lá, ela reconecta-se com o sherife Dewey (David Arquette) e Gale (Courteney Cox) - agora casados - assim como sua prima Jill (Emma Roberts) e sua tia Kate (Mary McDonnell). Infelizmente, o retorno de Sidney também traz Ghostface de volta, colocando Sidney, Gale e Dewey, junto com Jill, seus amigos e toda a cidade de Woodsboro, em perigo.

Craven já havia utilizado a metalinguagem nos filmes anteriores da série, quando criou o filme “Stab” baseado nos livros de Gale, que por sua vez foram baseados nos eventos acontecidos com Sidney. No entanto, nesse quarto capítulo, a produção abusa bastante do recurso metalinguístico, quando coloca um filme dentro do outro filme que, afinal, está dentro de “Pânico 4”. Chega até a irritar um pouco, mas o roteiro só faz isso no começo da produção e, durante essa parte, introduz as melhores falas de todo o filme.

O roteiro é a mesma estrutura dos antigos filmes da série. Começa com o assassinato das garotas sozinhas em casa, apresenta os outros personagens e dá início às mortes até revelar quem é o assassino (sempre o ponto alto e surpresa do filme). Para os amantes da série (e me incluo), é uma oportunidade de ver o bom e velho Ghostface agindo novamente, exatamente como antes. Já quem nunca viu o serial killer em ação, vai se deparar com uma estrutura batida de filmes de terror/suspense sem muita coisa nova.

A fotografia é a usual desse gênero: muitas sombras e casas extremamente mal iluminadas para dar o tom de mistério e o suspense, sempre enfatizando cores escuras e frias. A trilha sonora de “Pânico 4” contém músicas do atual cenário pop, mas as melodias orquestradas também não apresentam muita novidade. E, apesar de já estarmos treinados para o “momento-de-silêncio-em-que-o-assassino-aparece-do-lado-da-vítima”, Craven consegue dar alguns bons sustos e fazer com que pulemos da cadeira às vezes. O elenco original (Campbell, Arquette e Cox) estão muito a vontade retornando em seus antigos papéis, e conseguem um pouco de desenvolvimento para seus personagens. Mas são os únicos no filme inteiro. Os demais não têm espaço algum para progredir na história, formando os mesmos estereótipos clichês da trilogia original.

No entanto, o maior trunfo do filme é sua contemporaneidade. Wes Craven traz o ambiente de suspense da década de 90 da trilogia original para a atualidade de maneira crítica e natural. Isso porque ele não só coloca elementos tecnológicos na produção, mas junto ao roteirista Kevin Williamson, inclui conceitos extremamente atuais, entre refilmagens de filmes de terror e até sucessos instantâneos, seja pela internet, seja por eventos que dão os tais “15 minutos de fama”. A própria resolução do filme é coerente com tais conceitos, apesar de não dar mais aquele gostinho de ser surpreendido. Não porque o final não é surpreendente, mas porque já sabemos as “regras” dos filmes da série “Pânico”. Podemos não ter certeza de quem é o assassino, mas quanto mais o filme nos empurra para alguns suspeitos, mais temos certeza de que não são eles.

No fim, “Pânico 4” consegue ser um ótimo filme para os nostálgicos, um filme médio para a nova geração, e permite a Craven criticar refilmagens de terror, de certa forma homenagear os originais e dizer que “Jogos Mortais 4” é horrível, porque é “tortura pornográfica”! Afinal, como Sidney diz a certa altura do filme, “nunca mexa com o original!”

...

E vocês? O que acharam de “Pânico 4”? Para os que não assistiram, qual a expectativa? Comentem!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Estreia da Semana: 'Pânico 4'

Wes Craven é mestre! O homem por trás da trilogia original "Pânico" diz ter achado o roteiro perfeito para a aguardada continuação, a estrear próximo final de semana, depois de 11 anos desde o último filme. Confira um dos cartazes do quarto filme da série, que conta com a volta de David Arquette, Courteney Cox e Neve Campbell.


Reiniciar uma série depois de tanto tempo é sempre um risco. Ainda mais um marco para o cinema de suspense  como a trilogia "Pânico". Temos que ver se o diretor vai conseguir inovar ou vai simplesmente cair na mesmice dos filmes de suspense. Isso porque a trilogia original foi um dos precursores desse estilo. Apesar de ter minhas dúvidas e achar que "Pânico 4" vai ser "mais do mesmo", eu aposto em Craven e ainda penso que ele pode fazer um ótimo filme.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Crítica: 'Rio'

Vamos divulgar o Rio de Janeiro! É impossível pensar que a frase anterior não passou pelas mentes dos realizadores da animação “Rio”. No entanto, ainda vale lembrar que são as mesmas mentes por trás da ótima trilogia “A Era do Gelo”.

“Rio” traz a história da arara azul brasileira Blu que, retirada de seu habitat natural ainda filhote, acaba indo parar nos Estados Unidos e descobre ser uma espécie em extinção. Agora, Blu e sua dona, a americana Linda, precisam ir até o Rio de Janeiro para que a ave se encontre com a última fêmea de sua espécie, a arara Jade.

O filme começa com a história um tanto apressada, mostrando como Blu foi parar no país norte-americano, passando por algumas situações incluindo a vinda para o Brasil, e chegando finalmente no desenrolar propriamente dito do filme, quando ele se vê “solto” no Rio, mas acorrentado à fêmea de sua espécie. Aliás, o excesso de subtramas prejudica o roteiro que desenvolve muito pouco cada uma delas.

Assim como em “A Era do Gelo”, a história concentra um grupo, com personagens engraçadas de características diferentes e bem definidas. O tucano Fernando é a personificação do típico malandro carioca. Blu é perfeito em seus tiques e movimentos rápidos de pescoço iguais a de uma arara real, refletindo inclusive em sua personalidade. Até a dublagem que assisti se mostrou eficaz ao lembrar muito com os sons emitidos por uma arara durante a fala de Blu. Porém, apesar de cativantes, os personagens não são bem aproveitados pelo enredo. Há ainda um grupo de saguis que roubam turistas numa tentativa descarada de se tornarem os pinguins de Madagascar.

A qualidade da animação é fantástica. A reprodução física fiel do Rio de Janeiro impressiona, fazendo com que o espectador, às vezes, duvide de que está assistindo a uma animação. E o diretor carioca Carlos Saldanha aproveita bem o 3D, utilizando bastantes objetos em perspectiva e principalmente planos de vôo (algo que funciona muito bem para a sensação de terceira dimensão). Mas ainda peca ao “jogar” objetos e personagens na tela, como se estes fosse sair em direção ao espectador.

Outro ponto forte do filme são as cores vivas e fortes sempre. Além disso, há uma repetição incessante do verde-amarelo, seja nas cores da bandeira brasileira mostrada ao fundo da cena, seja nas cores de objetos e até mesmo personagens. Fora os números musicais coloridos e muito bonitos, remetendo a Carmem Miranda algumas vezes, mas introduzidos de maneira forçada na história. As músicas do filme vêm sempre embaladas por alguma batida de samba ao fundo.

No entanto, “Rio” é claramente uma propaganda escancarada da Cidade Maravilhosa, e Saldanha acaba por cair em alguns estereótipos que não precisavam ser reforçados para os americanos. A história se passa exatamente na semana do carnaval, e em certo momento, todos param para assistir a um jogo de futebol (poxa, mas era Brasil contra Argentina!). Samba então, nem se fala! Até a arara Jade samba a certa altura do filme. Fernando, por exemplo, é um garoto negro abandonado, morador de favela, veste uma camisa 10 da seleção brasileira e rouba aves para ganhar um dinheiro do tráfico (de aves). Você realmente acha que não é um estereótipo? E para reforçar a propaganda, as panorâmicas do Rio de Janeiro se demoram em mostrar as belas paisagens e os principais pontos turísticos da cidade.

“Rio” mantém o foco mais no Rio de Janeiro do que em seus personagens, mas ainda consegue ser uma animação divertida e descontraída, ótima para se curtir em família.
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